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De repente, gorda!

Hoje resolvi fazer um post diferente, mas que, ainda assim, é ligado ao nosso universo plus size.

Recentemente, comecei a acompanhar o canal da Mariana Xavier, uma atriz que, com bom humor, aborda todos os dilemas da vida de uma gordinha – incluindo o preconceito. Eu acho muito legal esse lance de empoderamento da mulher, principalmente em perder a vergonha, mostrar como realmente é, viver fora dos padrões e tudo mais. Acho que todo mundo tem direto a isso e direito de viver uma vida normal, livre de preconceitos por conta do que se é.

Enfim, eu demorei muito para começar a me aceitar. Demorei muito para perceber que eu poderia ser feliz e deixar de adiar minha felicidade por conta do meu peso. Só que, até eu perceber isso, foi um longo e demorado caminho, pois ser gorda é algo que mexe com nossa cabeça, sim. Ser gorda é uma transformação e tanta na nossa vida – sem cagação de regras e mandar eu ir para academia (pois eu já vou). A partir do momento em que você se vê gorda, percebe que sua vida e tudo ao redor dela também mudou.

Vamos começar dizendo que eu nunca fui uma criança magrinha. Sempre fui cheiinha, com as bracinhos gordinhos, com a pancinha redondinha. Eu amava doces e amo ainda. E desde criança, sempre me joguei de cabeça essas delícias. Porém, quando a gente é criança e está em fase de crescimento, conseguimos até que perder peso rapidamente e o bom é que sempre fui uma criança muito ativa, eu gostava muito de brincar no quintal, correr, pular corda, andar de bicicleta e patins, sempre participava de todas as atividades físicas do colégio… enfim, eu comia, mas sempre estava em movimento.

Então, todas as fotos da minha infância, percebi que uma hora estava gordinha, outra hora estava fininha, gordinha, fininha, gordinha, fininha… sempre sofrendo com o famoso efeito sanfona desde novinha.

Aí chegou a adolescência… e como vocês bem sabe, adolescente é um bicho estranho. A cabeça a milhão por hora, pessoas ao redor zoando, julgando e aquela pressão de seguir um padrão de beleza imposto, de ser igual a menina mais bonita da classe (loira de cabelo comprido, magérrima e ostentando marcas caras). Hoje, vejo quanto tempo eu perdi ligando pra essas baboseiras; eu poderia ter sido mais feliz naquele tempo.

E pra ajudar, comecei a ir em consultas: nutricionistas e endocrinologistas, cada um me passava uma dieta diferente, cada um me receitava algo diferente para tomar, inclusive remédios – que nada adiantavam. Toda santa vez que eu ia comprar roupas, saía de lá chorando porque a calça 40 não entrava em mim – na época eu usava 42/44 e me sentia muito mal por isso.

Me escondi em blusonas e camisetonas do uniforme, usava o cabelo preso a maior parte do tempo e evitava sorrir por conta do meu aparelho bizarro. E ah! Não vamos esquecer da oleosidade e das espinhas. Elas deixavam o pacote adolescência ainda mais um saco. Ouvi muita merda, já fui zoada e inclusive, uma vez, um amigo do carinha que eu estava afim veio me encher o saco por MSN dizendo que NUNCA deixaria o tal amiguinho ficar comigo, já que eu era feia e gorda. Não importava se eu era legal com ele. Não importava se a gente se dava bem como amigos. No fim, sempre julgava pelo exterior. É o que eu digo, ainda bem que passou.

Demorei para entender que meu corpo não era igual ao de mais ninguém.

E quando a fase adulta chegou, foi aí que tudo passou a mudar. Quando fiz 18 anos, meus dias eram basicamente: ir no cursinho de dia e passar a tarde na academia. Naquela época eu tinha engordado bastante e queria voltar aos meus 70 quilos. E consegui. Mas passava as tarde de segunda a sexta na academia e fazia tudo a pé. Acho que aquela foi a que eu estava mais magra.

Porém, conheci meu noivo, passei na faculdade, rotina mudou. Inclusive mudou a minha alimentação e meu pique para as coisas – passei a dirigir e abandonei as caminhadas e a academia. E foi na faculdade que tudo passou a mudar. Foi na faculdade que percebi que estava gorda; que vi minhas roupas indo embora pois nada servia mais. Foi na faculdade que minha cabeça mudou que mandei um grande ‘foda-se’ pra julgamentos – aliás, a faculdade nessa questão é ótima: NUNCA em 4 anos que fiquei lá, ouvi uma merda sequer sobre meu corpo, meu estilo ou meu peso.

E foi aí que percebi que ser gorda, então, não era de todo mal. Aliás, me sinto ótima comigo mesma. Me sinto feliz e mais bonita do que era. As roupas mudaram, meu estilo mudou e, claro, não é fácil encontrar peças que sirvam em todos os lugares – o que é bem triste, na verdade, já que uma loja de departamento deveria ao menos se importar em vestir TODOS os estilos.

A vida passou e minha paranoia também. Mas demorei pelo menos uns 21 anos para perceber que nem tudo eu deveria fazer para agradar os outros, muito menos minha aparência, meu jeito de ser. Como eu disse: tudo é uma questão de ser o que é, genética. Nunca vou conseguir ser a pessoa mais fininha do universo, mas vou conseguir ser a pessoa mais feliz, se eu me permitir viver isso, sem adiar por conta de estar ou não gorda. Afinal, ser gorda para mim, não mudou muita coisa, só números e meu amor próprio. Hoje me olho no espelho e vejo que posso ser aquela que sempre quis e que sou bonita assim. Ponto final.

Para quem quiser conferir o vídeo:

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GORDA

Você já imaginou se auto-boicotar por conta do seu corpo? Já imaginou ter que passar calor por conta do seu corpo? Já imaginou ter que adiar uma vida toda por conta de ser gorda, adiar a felicidade? Já imaginou ir ao médico, doente, e ouvir que a solução do seus problemas é emagrecer?

Muitas mulheres gordas passam por isso. Eu, uma amiga, a vizinha, você. Só quem é sabe a discriminação que sofre. E isso gera pessoas alienadas, buscando corpos perfeitos, padrões irreais. Pare e pense: VOCÊ NÃO TEM QUE ADIAR SUA VIDA POR SER GORDA. VOCÊ NÃO TEM QUE DEIXAR DE SER FELIZ PORQUE É GORDA. O problema da maioria das pessoas é se incomodar em ver uma gorda feliz e satisfeita com seu próprio corpo.

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Magra ou gorda? Vamos conversar sobre isso

Há algum tempo, venho refletindo sobre como as pessoas gostam de expor o corpo de outras, fazendo elogios ou críticas do tipo “nossa, hein, como você tá magra, tá linda”, “uuuh, magra”, ou então o oposto “nossa, você é tão linda, mas ficaria melhor se perdesse uns quilinhos”, “você engordou, hein?”. Mal sabem elas que esse tipo de comentário só gera a paranoia de que nosso lindo corpitcho nunca será bom o suficiente para nada.

Se você é gorda, as pessoas sentem uma necessidade de ressaltar isso e o quão urgente você precisa emagrecer para que fique “aceitável e saudável”. Se você é magra, mas tem alguns pneuzinhos, você acabou engordando e precisa perdê-los a todo custo para ser perfeita aos olhos da sociedade. Se você é magérrima, você está doente. As pessoas perdem a linha, defecam pela boca (ou pelos dedos) a primeira coisa que vem à mente sem se importarem se isso vai ou não afetar a autoestima do próximo, se vai ou não acabar com o dia, a semana ou até o mês, do próximo.

Agora, meu exemplo. Eu sempre fui gordinha. Teve épocas que eu emagrecia bem, teve épocas que eu engordava bem, mas sempre mantive o padrão de ser gordinha. Sempre tive coxas grossas, peitos grandes, sou baixinha, e não adianta eu mudar meu estereótipo, pois, eu já tentei e sempre continuei assim. Uma das coisas maravilhosas que aconteceu quando sai da escola e entrei na faculdade, foi que passei a me enxergar com outros olhos; acabei deixando para trás aquela imagem construída por anos no ambiente escolar e, aos poucos, descobri novas cores na vida, novas sensações, novas vontades. É como se eu tivesse saído de um casulo. E por aprender a ouvir meu corpo, saber melhor o que gosto ou não, acabei aprendendo a não me influenciar e me importar com comentários ao longo da vida.

Você já parou para pensar como é triste olhar no espelho e não gostar de nenhum pouquinho da imagem que vê? Aquela imagem que todos veem, que faz parte de você, aquela carcacinha que define o que você é, que define sua personalidade. Um corpo é só um corpo, já diziam grandes mestres, mas o mundo muda de perspectiva quando você passa a se amar e a se ver com outros olhos – é tão clichê, mas é tão verdade.

Não acredita nisso? Então vai um exemplo: Sempre tive dificuldades para comprar roupas. SEMPRE. Desde blusinhas até calças, calcinhas e sutiãs. Mas, a partir do momento que eu gostei da imagem que vi no espelho ao comprar minha primeira camiseta da coleção do Star Wars (e independente da cor, pois isso ainda me fez parar de usar só preto), parece que desde então tudo ficou mais fácil. Eu aceito aquela imagem minha com camisetas legais e o resto vai se encaixando. E as calças? Bom, em cada lugar uso um número diferente e isso é muito relativo para eu ficar triste por conta de uma numeração. Lembre-se: VOCÊ É MAIS QUE ISSO, mais que qualquer número ou tamanho de roupa.

É claro que têm dias que ainda fico de bode com meu corpo, que penso em fazer uma dieta para poder mudar algumas coisas que me incomodam, mas eu parei de fazer com que isso fosse a maior motivação da minha vida, parei de achar que poderia só ser feliz depois que emagrecesse. Tudo bem emagrecer, mas não vou adiar planos e sonhos para depois que isso acontecer – e SE vier acontecer. A oportunidade da sua vida pode estar aí, batendo na sua porta, e você pode não estar ouvindo, pois, seu fone de ouvido está muito alto com a música do “odeio meu corpo” impregnando seu cérebro.

Pare e olhe ao seu redor: quantas pessoas te amam? Quanto de você os grandes momentos da vida têm? Você está deixando de aproveitar uma fase deliciosa por medo? Por insegurança? Por achar que não é perfeita? Sinto dizer que alguns momentos podem nunca mais acontecerem e você deixou de aproveitar por estar tão distante e desligada pensando em ser perfeita.

Não, esse não é um texto falando para você não mudar aquilo que te incomoda. É um texto que tô falando para você não deixar de aproveitar a vida enquanto quer mudar aquilo que te incomoda. Tudo bem hoje você usar um GG, seja feliz hoje usando GG, enquanto corre atrás do seu sonho de usar M (se for esse). Não deixe de sorrir por causa de comentários e padrões que a vida impõe. A mudança começa de dentro para fora; com uma cabeça diferente e que pode ajudar outras a pensarem diferente. Seja essa mudança.

Por fim, deixo um vídeo super legal, no qual a Karol e a Maqui falam sobre “corpos perfeitos” e que me fez pensar muito:

Beijos e bacon :*

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Ame seu corpo!

gp

1. Ele é único
Esse talvez seja o maior e melhor motivo para amar o seu corpo: ele é único! Sabe quantas coisas existem no mundo que nunca foram copiadas ou reproduzidas? Quase nenhuma! E sabe como é difícil criar alguma coisa que ainda não existe? MUITO! Então, pare de se achar feia e comece a ver o seu corpo como uma obra de arte, porque é isso que ele é. Uma peça única, que não dá para reproduzir nem copiar!

2. Ele carrega histórias da sua vida
Sabe aquela cicatriz no joelho que você vive tentando esconder? Ou aquela estria na lateral do quadril que você adquiriu durante o ano do vestibular?! Então, essas marcas não são merecedoras da sua vergonha, pelo contrário! Cada pedacinho do seu corpo – as estrias, celulites e cicatrizes – contam um pouco de quem você é e o que você já fez na sua vida. Encare-as com carinho! E, olha, ninguém está dizendo que você não precisa fazer nada para melhorar a aparência delas ou é obrigada a se orgulhar, mas não tenha vergonha do seu passado. Negar pedaços da sua vida é negar quem você é, e vamos lá, tão linda assim, por que você vai querer negar alguma coisa aí?!?

3. Ele te permite viver
Tem tesouro maior que a vida? O seu corpo é o recipiente de tudo de bom que você pode oferecer ao mundo e às pessoas à sua volta. Não odeie ele! É o seu corpo que permite com que você realize as atividades do dia a dia, que te leva para onde você precisa ir, que faz você se divertir, trabalhar, estudar… Enfim, é seu corpo que te dá a vida! Seja grata por ele…

4. Ele tem defeitos, mas todos têm
Não existe perfeição e, se ela existisse, alguém colocaria um defeito. Sabe por quê? Porque a sua avó já dizia: “o que seria do azul se todos gostassem do amarelo, minha filha?”. É a mais pura verdade, vovós do mundo. Sempre (SEMPRE!) vai ter alguém que acha que o seu defeito, na verdade, é uma das suas maiores qualidades – e vice-versa. E, vamos combinar, a personalidade de uma pessoa é formada pela combinação de suas qualidades e seus defeitos e cada pessoa só tem graça por causa disso. Imagina que chata uma pessoa perfeita? Bleh! Super sem sal… (pronto! Já achei um defeito…)

5. No final do dia, ele é seu melhor amigo
Pode ser a amiga, a irmã ou o namorado que for e de quantos anos for, mas no final de um longo dia de trabalho, depois de ouvir caraminholas da sua chefe, bater perna por metade da cidade, ouvir cobranças dos clientes ou ficar horas esperando na fila do banco, só as suas pernocas (magras, gordas, roliças, com celulites, só o osso ou etc) sabem o que você está sentindo! E só elas aproveitarão tanto quando você aquele momento maravilhoso ao chegar em casa, deitar na cama e colocar os pés para o alto… Precisa de mais?

6. Você vai atrair mais gente
Pessoas que amam o seu corpo têm mais confiança e conseguem desenvolver melhor uma conversa, com mais jogo de cintura e mais coragem para ser natural e sincera. Ou seja, as pessoas realmente se sentem mais confortáveis ao lado de quem está confortável.

7. Você vai se divertir mais
Se sentir confortável com o que você vê no espelho e amar o seu corpo pode ser a grande porta de entrada para a diversão. Isso mesmo! Se sentir confiante permite que você faça tudo o que tiver vontade sem se preocupar se os outros vão achar bobo ou não. Você pode dançar do jeito que quiser, rir do jeito que quiser, usar as roupas, o cabelo e a maquiagem que quiser… Saber que você é linda faz parte da diversão.

8. Sua saúde vai melhorar
Quem disse que se amar e se aceitar é sinônimo de ser conformada? Não, não, não! A partir do momento que você fica bem consigo mesma e começa um caso sério de amor com o corpo é que você quer ter saúde, se cuidar, etc. Exercícios, exames regulares, boa alimentação e uma série de hábitos que antes pareciam um drama, podem realmente ser prazerosos.

9. Vai ser mais fácil comprar roupas
Acredite, conhecer o seu corpo é essencial na hora de puxar os cabides das araras. Mas, para conhecer o que cai bem ou não, você precisa analisar com precisão seu corpo na frente do espelho. Ou seja, saiu do banho vá para o espelho e se olhe. Repare nos pontos positivos, depois vista a sua roupa favorita e veja os pontos que você gosta que ela destaque. Tudo fica mais fácil quando você aceita que nem tudo cai bem, mas nem tudo cai mal. É só uma questão de se conhecer e de fazer boas escolhas.

10. Você vai ficar mais corajosa
Chega de evitar entrar em lojas com medo de não ter seu tamanho! Chega de ter medo de encontrar com o gatinho porque ele vai te achar gorda/magra/alta/baixa/feia/estranha/dentuça/etc demais! Chega de desistir de ir às festas por medo de não ter o que vestir! Já imaginou dizer chega pra um monte de medos bobos? Pois é, quando você ama seu corpo não precisa (e nem quer) ficar dando satisfações para os outros e também está pouco ligando para a opinião alheia, o que te deixa bem mais à vontade para fazer o que desejar.

11. Você será mais feliz!
Sim, depois de ler toda essa lista, você realmente acha que seria mais triste? A verdade é que a partir do momento que você começa a amar o seu corpo, você realmente fica mais positiva, deixa o medo de lado, começa a ver coisas além das aparências e se torna até uma pessoa mais profunda.

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