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Alá a gorda comendo de novo!!

Você, minha cara gordinha, já sentiu todos os olhos voltados para a sua pessoa quando entrou em algum estabelecimento de comida fast-food?

O julgamento das pessoas é algo que me revolta, já que a maioria não tem capacidade de cuidar da própria vida, mas consegue julgar quando vê uma gorda comendo McDonalds. Apenas parem. Não é porque sou gorda que vou comer o pé da mesa. Ou a bandeja, Ou o estabelecimento. Não é porque sou gorda que preciso, necessariamente, comer toda a comida da casa, da festa, do restaurante. Parem. Apenas isso.

Confira o vídeo do Gorda Pode?! dessa semana!

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De repente, gorda!

Hoje resolvi fazer um post diferente, mas que, ainda assim, é ligado ao nosso universo plus size.

Recentemente, comecei a acompanhar o canal da Mariana Xavier, uma atriz que, com bom humor, aborda todos os dilemas da vida de uma gordinha – incluindo o preconceito. Eu acho muito legal esse lance de empoderamento da mulher, principalmente em perder a vergonha, mostrar como realmente é, viver fora dos padrões e tudo mais. Acho que todo mundo tem direto a isso e direito de viver uma vida normal, livre de preconceitos por conta do que se é.

Enfim, eu demorei muito para começar a me aceitar. Demorei muito para perceber que eu poderia ser feliz e deixar de adiar minha felicidade por conta do meu peso. Só que, até eu perceber isso, foi um longo e demorado caminho, pois ser gorda é algo que mexe com nossa cabeça, sim. Ser gorda é uma transformação e tanta na nossa vida – sem cagação de regras e mandar eu ir para academia (pois eu já vou). A partir do momento em que você se vê gorda, percebe que sua vida e tudo ao redor dela também mudou.

Vamos começar dizendo que eu nunca fui uma criança magrinha. Sempre fui cheiinha, com as bracinhos gordinhos, com a pancinha redondinha. Eu amava doces e amo ainda. E desde criança, sempre me joguei de cabeça essas delícias. Porém, quando a gente é criança e está em fase de crescimento, conseguimos até que perder peso rapidamente e o bom é que sempre fui uma criança muito ativa, eu gostava muito de brincar no quintal, correr, pular corda, andar de bicicleta e patins, sempre participava de todas as atividades físicas do colégio… enfim, eu comia, mas sempre estava em movimento.

Então, todas as fotos da minha infância, percebi que uma hora estava gordinha, outra hora estava fininha, gordinha, fininha, gordinha, fininha… sempre sofrendo com o famoso efeito sanfona desde novinha.

Aí chegou a adolescência… e como vocês bem sabe, adolescente é um bicho estranho. A cabeça a milhão por hora, pessoas ao redor zoando, julgando e aquela pressão de seguir um padrão de beleza imposto, de ser igual a menina mais bonita da classe (loira de cabelo comprido, magérrima e ostentando marcas caras). Hoje, vejo quanto tempo eu perdi ligando pra essas baboseiras; eu poderia ter sido mais feliz naquele tempo.

E pra ajudar, comecei a ir em consultas: nutricionistas e endocrinologistas, cada um me passava uma dieta diferente, cada um me receitava algo diferente para tomar, inclusive remédios – que nada adiantavam. Toda santa vez que eu ia comprar roupas, saía de lá chorando porque a calça 40 não entrava em mim – na época eu usava 42/44 e me sentia muito mal por isso.

Me escondi em blusonas e camisetonas do uniforme, usava o cabelo preso a maior parte do tempo e evitava sorrir por conta do meu aparelho bizarro. E ah! Não vamos esquecer da oleosidade e das espinhas. Elas deixavam o pacote adolescência ainda mais um saco. Ouvi muita merda, já fui zoada e inclusive, uma vez, um amigo do carinha que eu estava afim veio me encher o saco por MSN dizendo que NUNCA deixaria o tal amiguinho ficar comigo, já que eu era feia e gorda. Não importava se eu era legal com ele. Não importava se a gente se dava bem como amigos. No fim, sempre julgava pelo exterior. É o que eu digo, ainda bem que passou.

Demorei para entender que meu corpo não era igual ao de mais ninguém.

E quando a fase adulta chegou, foi aí que tudo passou a mudar. Quando fiz 18 anos, meus dias eram basicamente: ir no cursinho de dia e passar a tarde na academia. Naquela época eu tinha engordado bastante e queria voltar aos meus 70 quilos. E consegui. Mas passava as tarde de segunda a sexta na academia e fazia tudo a pé. Acho que aquela foi a que eu estava mais magra.

Porém, conheci meu noivo, passei na faculdade, rotina mudou. Inclusive mudou a minha alimentação e meu pique para as coisas – passei a dirigir e abandonei as caminhadas e a academia. E foi na faculdade que tudo passou a mudar. Foi na faculdade que percebi que estava gorda; que vi minhas roupas indo embora pois nada servia mais. Foi na faculdade que minha cabeça mudou que mandei um grande ‘foda-se’ pra julgamentos – aliás, a faculdade nessa questão é ótima: NUNCA em 4 anos que fiquei lá, ouvi uma merda sequer sobre meu corpo, meu estilo ou meu peso.

E foi aí que percebi que ser gorda, então, não era de todo mal. Aliás, me sinto ótima comigo mesma. Me sinto feliz e mais bonita do que era. As roupas mudaram, meu estilo mudou e, claro, não é fácil encontrar peças que sirvam em todos os lugares – o que é bem triste, na verdade, já que uma loja de departamento deveria ao menos se importar em vestir TODOS os estilos.

A vida passou e minha paranoia também. Mas demorei pelo menos uns 21 anos para perceber que nem tudo eu deveria fazer para agradar os outros, muito menos minha aparência, meu jeito de ser. Como eu disse: tudo é uma questão de ser o que é, genética. Nunca vou conseguir ser a pessoa mais fininha do universo, mas vou conseguir ser a pessoa mais feliz, se eu me permitir viver isso, sem adiar por conta de estar ou não gorda. Afinal, ser gorda para mim, não mudou muita coisa, só números e meu amor próprio. Hoje me olho no espelho e vejo que posso ser aquela que sempre quis e que sou bonita assim. Ponto final.

Para quem quiser conferir o vídeo:

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GORDA

Você já imaginou se auto-boicotar por conta do seu corpo? Já imaginou ter que passar calor por conta do seu corpo? Já imaginou ter que adiar uma vida toda por conta de ser gorda, adiar a felicidade? Já imaginou ir ao médico, doente, e ouvir que a solução do seus problemas é emagrecer?

Muitas mulheres gordas passam por isso. Eu, uma amiga, a vizinha, você. Só quem é sabe a discriminação que sofre. E isso gera pessoas alienadas, buscando corpos perfeitos, padrões irreais. Pare e pense: VOCÊ NÃO TEM QUE ADIAR SUA VIDA POR SER GORDA. VOCÊ NÃO TEM QUE DEIXAR DE SER FELIZ PORQUE É GORDA. O problema da maioria das pessoas é se incomodar em ver uma gorda feliz e satisfeita com seu próprio corpo.

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Magra ou gorda? Vamos conversar sobre isso

Há algum tempo, venho refletindo sobre como as pessoas gostam de expor o corpo de outras, fazendo elogios ou críticas do tipo “nossa, hein, como você tá magra, tá linda”, “uuuh, magra”, ou então o oposto “nossa, você é tão linda, mas ficaria melhor se perdesse uns quilinhos”, “você engordou, hein?”. Mal sabem elas que esse tipo de comentário só gera a paranoia de que nosso lindo corpitcho nunca será bom o suficiente para nada.

Se você é gorda, as pessoas sentem uma necessidade de ressaltar isso e o quão urgente você precisa emagrecer para que fique “aceitável e saudável”. Se você é magra, mas tem alguns pneuzinhos, você acabou engordando e precisa perdê-los a todo custo para ser perfeita aos olhos da sociedade. Se você é magérrima, você está doente. As pessoas perdem a linha, defecam pela boca (ou pelos dedos) a primeira coisa que vem à mente sem se importarem se isso vai ou não afetar a autoestima do próximo, se vai ou não acabar com o dia, a semana ou até o mês, do próximo.

Agora, meu exemplo. Eu sempre fui gordinha. Teve épocas que eu emagrecia bem, teve épocas que eu engordava bem, mas sempre mantive o padrão de ser gordinha. Sempre tive coxas grossas, peitos grandes, sou baixinha, e não adianta eu mudar meu estereótipo, pois, eu já tentei e sempre continuei assim. Uma das coisas maravilhosas que aconteceu quando sai da escola e entrei na faculdade, foi que passei a me enxergar com outros olhos; acabei deixando para trás aquela imagem construída por anos no ambiente escolar e, aos poucos, descobri novas cores na vida, novas sensações, novas vontades. É como se eu tivesse saído de um casulo. E por aprender a ouvir meu corpo, saber melhor o que gosto ou não, acabei aprendendo a não me influenciar e me importar com comentários ao longo da vida.

Você já parou para pensar como é triste olhar no espelho e não gostar de nenhum pouquinho da imagem que vê? Aquela imagem que todos veem, que faz parte de você, aquela carcacinha que define o que você é, que define sua personalidade. Um corpo é só um corpo, já diziam grandes mestres, mas o mundo muda de perspectiva quando você passa a se amar e a se ver com outros olhos – é tão clichê, mas é tão verdade.

Não acredita nisso? Então vai um exemplo: Sempre tive dificuldades para comprar roupas. SEMPRE. Desde blusinhas até calças, calcinhas e sutiãs. Mas, a partir do momento que eu gostei da imagem que vi no espelho ao comprar minha primeira camiseta da coleção do Star Wars (e independente da cor, pois isso ainda me fez parar de usar só preto), parece que desde então tudo ficou mais fácil. Eu aceito aquela imagem minha com camisetas legais e o resto vai se encaixando. E as calças? Bom, em cada lugar uso um número diferente e isso é muito relativo para eu ficar triste por conta de uma numeração. Lembre-se: VOCÊ É MAIS QUE ISSO, mais que qualquer número ou tamanho de roupa.

É claro que têm dias que ainda fico de bode com meu corpo, que penso em fazer uma dieta para poder mudar algumas coisas que me incomodam, mas eu parei de fazer com que isso fosse a maior motivação da minha vida, parei de achar que poderia só ser feliz depois que emagrecesse. Tudo bem emagrecer, mas não vou adiar planos e sonhos para depois que isso acontecer – e SE vier acontecer. A oportunidade da sua vida pode estar aí, batendo na sua porta, e você pode não estar ouvindo, pois, seu fone de ouvido está muito alto com a música do “odeio meu corpo” impregnando seu cérebro.

Pare e olhe ao seu redor: quantas pessoas te amam? Quanto de você os grandes momentos da vida têm? Você está deixando de aproveitar uma fase deliciosa por medo? Por insegurança? Por achar que não é perfeita? Sinto dizer que alguns momentos podem nunca mais acontecerem e você deixou de aproveitar por estar tão distante e desligada pensando em ser perfeita.

Não, esse não é um texto falando para você não mudar aquilo que te incomoda. É um texto que tô falando para você não deixar de aproveitar a vida enquanto quer mudar aquilo que te incomoda. Tudo bem hoje você usar um GG, seja feliz hoje usando GG, enquanto corre atrás do seu sonho de usar M (se for esse). Não deixe de sorrir por causa de comentários e padrões que a vida impõe. A mudança começa de dentro para fora; com uma cabeça diferente e que pode ajudar outras a pensarem diferente. Seja essa mudança.

Por fim, deixo um vídeo super legal, no qual a Karol e a Maqui falam sobre “corpos perfeitos” e que me fez pensar muito:

Beijos e bacon :*

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Afinal, gorda pode usar listras?!

“MEU DEUS, UMA GORDA DE LISTRAS, CORRAM PRAS COLINAS!” 

Gordinha usar listras é sempre uma grande polêmica (bem babaca, na minha sincera opinião). É simplesmente ridícula a regra que inventaram de que determinado grupo de pessoas não podem usar tal roupa por conta do seu corpo. Afinal, gorda pode, sim, usar listras. E digo mais, existem gordas que sambam na cara da sociedade e ficam lindas.

Esse papinho de que listra engorda é tudo bobagem e pode parar de paranoia: você não fica parecendo um elefante listrado. Essa padronagem é bem clean e dá um dar de sofisticação ao seu look. Você ainda tá com medo de arriscar? Miga, vou te mostrar uns exemplos, vem cá:

listras

Imagens: Google e Pinterest

Para você se acostumar a usar esse tipo de roupa, você pode apostar em sobreposições: listras por baixo e algo por cima. Pode ser um cardigã, um casaco, um blazer, uma jaqueta, qualquer peça que faça você se sentir bem e deixar seu look “mais a sua cara”. Se você tiver o tronco largo ou seios bem fartos e tiver medo de que as listras evidencie esses atributos, a peça sobreposta vai ajudá-la a “disfarçar”. Tem quadril largo? Se joga! As listras vão deixar suas curvas ainda mais lindas.

Outra dica bem legal são as misturas de estampas. Você sabia que listras super combinam com floral? Esse mix dá um ar bem fashionista para seu look. O melhor de tudo é que as peças listradas estão sempre na moda e podem ser o coringa para seu look.

Listras diagonais, principalmente quando estão na região da barriga e cintura, dão a impressão dessa ser mais fina, realçando bastante as curvas. Listras verticais alongam e também dão a sensação de silhueta mais esguia porque criam essa ilusão. E as tão “pavorosas” listras verticais, sabendo escolher a que melhor combina com seu corpo, você vai ver que elas podem ser perfeitas aliadas para deixarem seu corpo ainda mais bonito. O importante é ver, experimentar e observar se você se sentem BEM usando aquela peça, se você se sente FELIZ. Está feliz com o que vê? Então, se joga!

Viu como gordas ficam HORRÍVEIS com peças listradas? Tão feias que até desisti de te convencer… ;P

Beijos e bacon :*

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