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Magra ou gorda? Vamos conversar sobre isso

Há algum tempo, venho refletindo sobre como as pessoas gostam de expor o corpo de outras, fazendo elogios ou críticas do tipo “nossa, hein, como você tá magra, tá linda”, “uuuh, magra”, ou então o oposto “nossa, você é tão linda, mas ficaria melhor se perdesse uns quilinhos”, “você engordou, hein?”. Mal sabem elas que esse tipo de comentário só gera a paranoia de que nosso lindo corpitcho nunca será bom o suficiente para nada.

Se você é gorda, as pessoas sentem uma necessidade de ressaltar isso e o quão urgente você precisa emagrecer para que fique “aceitável e saudável”. Se você é magra, mas tem alguns pneuzinhos, você acabou engordando e precisa perdê-los a todo custo para ser perfeita aos olhos da sociedade. Se você é magérrima, você está doente. As pessoas perdem a linha, defecam pela boca (ou pelos dedos) a primeira coisa que vem à mente sem se importarem se isso vai ou não afetar a autoestima do próximo, se vai ou não acabar com o dia, a semana ou até o mês, do próximo.

Agora, meu exemplo. Eu sempre fui gordinha. Teve épocas que eu emagrecia bem, teve épocas que eu engordava bem, mas sempre mantive o padrão de ser gordinha. Sempre tive coxas grossas, peitos grandes, sou baixinha, e não adianta eu mudar meu estereótipo, pois, eu já tentei e sempre continuei assim. Uma das coisas maravilhosas que aconteceu quando sai da escola e entrei na faculdade, foi que passei a me enxergar com outros olhos; acabei deixando para trás aquela imagem construída por anos no ambiente escolar e, aos poucos, descobri novas cores na vida, novas sensações, novas vontades. É como se eu tivesse saído de um casulo. E por aprender a ouvir meu corpo, saber melhor o que gosto ou não, acabei aprendendo a não me influenciar e me importar com comentários ao longo da vida.

Você já parou para pensar como é triste olhar no espelho e não gostar de nenhum pouquinho da imagem que vê? Aquela imagem que todos veem, que faz parte de você, aquela carcacinha que define o que você é, que define sua personalidade. Um corpo é só um corpo, já diziam grandes mestres, mas o mundo muda de perspectiva quando você passa a se amar e a se ver com outros olhos – é tão clichê, mas é tão verdade.

Não acredita nisso? Então vai um exemplo: Sempre tive dificuldades para comprar roupas. SEMPRE. Desde blusinhas até calças, calcinhas e sutiãs. Mas, a partir do momento que eu gostei da imagem que vi no espelho ao comprar minha primeira camiseta da coleção do Star Wars (e independente da cor, pois isso ainda me fez parar de usar só preto), parece que desde então tudo ficou mais fácil. Eu aceito aquela imagem minha com camisetas legais e o resto vai se encaixando. E as calças? Bom, em cada lugar uso um número diferente e isso é muito relativo para eu ficar triste por conta de uma numeração. Lembre-se: VOCÊ É MAIS QUE ISSO, mais que qualquer número ou tamanho de roupa.

É claro que têm dias que ainda fico de bode com meu corpo, que penso em fazer uma dieta para poder mudar algumas coisas que me incomodam, mas eu parei de fazer com que isso fosse a maior motivação da minha vida, parei de achar que poderia só ser feliz depois que emagrecesse. Tudo bem emagrecer, mas não vou adiar planos e sonhos para depois que isso acontecer – e SE vier acontecer. A oportunidade da sua vida pode estar aí, batendo na sua porta, e você pode não estar ouvindo, pois, seu fone de ouvido está muito alto com a música do “odeio meu corpo” impregnando seu cérebro.

Pare e olhe ao seu redor: quantas pessoas te amam? Quanto de você os grandes momentos da vida têm? Você está deixando de aproveitar uma fase deliciosa por medo? Por insegurança? Por achar que não é perfeita? Sinto dizer que alguns momentos podem nunca mais acontecerem e você deixou de aproveitar por estar tão distante e desligada pensando em ser perfeita.

Não, esse não é um texto falando para você não mudar aquilo que te incomoda. É um texto que tô falando para você não deixar de aproveitar a vida enquanto quer mudar aquilo que te incomoda. Tudo bem hoje você usar um GG, seja feliz hoje usando GG, enquanto corre atrás do seu sonho de usar M (se for esse). Não deixe de sorrir por causa de comentários e padrões que a vida impõe. A mudança começa de dentro para fora; com uma cabeça diferente e que pode ajudar outras a pensarem diferente. Seja essa mudança.

Por fim, deixo um vídeo super legal, no qual a Karol e a Maqui falam sobre “corpos perfeitos” e que me fez pensar muito:

Beijos e bacon :*

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